Acostumado a deitar no chão
A mastigar comida fria
Me escondo aos cantos para ler
Local do qual tu riria
Pois sujo, de poeira e lama
Em que me deito na faculdade
Trata-se do costume
Que trago das construções
De tragar cigarro
Em lugares alternados
Como fazem os peões
Eis o meu costume
Tem a ver com o inconsciente
A força do hábito, não percebido
Está a mover a gente
A me fazer deitar
No corredor de um labirinto
Vazia de gente, cheia de significado
Leio crime e castigo
Sem me sentir castigado
Mas livre, enquanto crime
Não flagrado
Mas que fica registrado
Na poeira de minhas costas
Que reparam as moças
A comentar em corredores
Cheios de gente, sem significados
A eles, nem beijos nem abraços
Pois é do meu costume
Me manter calado
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