sexta-feira, 24 de fevereiro de 2023

Costume


Acostumado a deitar no chão 

A mastigar comida fria

Me escondo aos cantos para ler

Local do qual tu riria 

Pois sujo, de poeira e lama

Em que me deito na faculdade

Trata-se do costume

Que trago das construções

De tragar cigarro

Em lugares alternados 

Como fazem os peões 

Eis o meu costume 

Tem a ver com o inconsciente 

A força do hábito, não percebido

Está a mover a gente 

A me fazer deitar 

No corredor de um labirinto

Vazia de gente, cheia de significado 

Leio crime e castigo 

Sem me sentir castigado 

Mas livre, enquanto crime

Não flagrado 

Mas que fica registrado

Na poeira de minhas costas 

Que reparam as moças 

A comentar em corredores 

Cheios de gente, sem significados 

A eles, nem beijos nem abraços 

Pois é do meu costume 

Me manter calado

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