O ectoplasma do assombro capital,
No cérebro do tempo carcomido,
Ronda, qual um fantasma consumido,
A psique humana em luto universal.
É a necrose de um amanhã fatal,
Onde o futuro jaz apodrecido,
E o operário, cínico e vencido,
Cospe o escarro do trauma estrutural.
Mas sob a derme do animal burguês,
Onde o bacilo fétido domina
E a máquina é signo da tacanhez
Que o real cruel nos fetichiza,
O socialismo inoculou, de vez,
Um anticorpo na feral rotina,
Movendo um rubro sonho de altivez,
Para elevar o sujeito a matéria digna.
04 de junho de 2026, Universidade Federal de Minas Gerais (Campus Direito).
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