Solto
o freio.
A embreagem
cede.
Engato
a marcha.
Piso —
no acelerador.
E o carro
obedece
ao milagre
domado
da combustão.
Coloco
cápsulas
no tambor.
Giro —
o revólver
engata
o destino.
Aperto
o gatilho —
explode
a pequena
teologia
da pólvora.
Termodinâmica!
Teu evangelho
arde
nos pistões.
Automação!
Teu pulso
atravessa
cabos,
satélites,
telecomunicações.
O transporte
das massas
lateja
nas artérias
de aço
do planeta.
Bioquímica.
Laboratórios
cozinhando
a própria vida.
Ciências todas
martelando
a bigorna
do real.
E o maior milagre —
não é o motor.
Não é o raio
domado
no fio.
É
o milagre
das mulheres,
dos homens
e daqueles
que não o são.
Ciborgues
erguendo,
com mãos frágeis,
máquinas
capazes
de refazer
a natureza
à sua
imagem
e semelhança,
como outrora.
Máquinas
de inteligências artificiais
interrogando-nos
como o diabo:
— E então,
o que quereis?
O homem sem instinto filosófico vê no mundano a possibilidade de transmutação em poesia apenas quando aquilo confere uma espécie de valor, no caso, quando as obras poéticas possuem cada vez mais a mecanização do dia-a-dia em consideração. Então este sentimento, por não ser natural, por necessitar de um processo fastidioso pra simular aquilo que para alguém talentoso já é próprio, eu vejo este impropério em forma de escrita, melhor que não seja em forma melódica.
ResponderExcluirÓ adolescente virgem desocupadíssimo. Te respondo aqui pela primeira e única vez, para que entendas a motivação de teu ódio tão desocupado. Tu és o adolescente virgem que se apaixonou por uma moça em joguinhos infantis de internet, moça com a qual não tive nada, apenas ajudei um dia bêbada. Mas tu, stalker e desocupado, totalmente sexualmente desestabilizado, e adolescente que és, confundiu-a com outra amiga minha e acreditou que era uma relação às escondidas. Veja bem: já que não consultaste teu analista, me odeias pois fracassaste sexualmente com a menina que achaste que eu estava me relacionando. Sabes que moro em Curitiba, poderias me ver e dizer isso tudo pessoalmente, mas late de tua casinha sob véus da anonimidade. Pois bem, adolescente de Brasília, pseudo drogado que decepciona os pais constantemente e sem trabalho, achas-te filósofo, tendo aparentemente doze anos de idade; também achas-te crítico de literatura. Não me proponho a escrever coisas mais elevadas a todo momento, vejo nisso que faço uma demanda experimental, não te considero alguém de quem queira ouvir algo. Não considerei avisar sua mamãe que o filho dela, já decepcionante, está incomodando na internet. Tenho de dizer o que tua breve inteligência não te permitiu perceber até agora: tua opinião nada me importa, segue teu destino.
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