terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Contrição Perfeita

Prometi-te espera, zelo e vigília,

O passo lento, a mão em oração;

Disse que o amor se aprende na família

E que o corpo obedece ao coração.


Falei-te em altar, véu e paciência,

Em noite clara, em luz que não se apaga;

Que a carne é fraca, exige resistência,

E o desejo, em silêncio, se propaga.


Mas quando inclinas, mansa, a fé no ouvido,

E o teu perfume insiste em me converter,

Rezo mais baixo, já quase vencido.


Pois há pecados feitos pra se crer:

Perder-se inteiro, lento e consentido,

Como quem cai — só para gemer.

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