Prometi-te espera, zelo e vigília,
O passo lento, a mão em oração;
Disse que o amor se aprende na família
E que o corpo obedece ao coração.
Falei-te em altar, véu e paciência,
Em noite clara, em luz que não se apaga;
Que a carne é fraca, exige resistência,
E o desejo, em silêncio, se propaga.
Mas quando inclinas, mansa, a fé no ouvido,
E o teu perfume insiste em me converter,
Rezo mais baixo, já quase vencido.
Pois há pecados feitos pra se crer:
Perder-se inteiro, lento e consentido,
Como quem cai — só para gemer.
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