terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

A dialética conduz ao amor

 No atrito vivo das ideias opostas,

Onde a razão se afia em contradição,

Vai-se depurando a antiga ilusão

Que aos olhos prende em formas mal dispostas.


Cada negação, que o espírito encosta

Ao muro firme de outra afirmação,

Não visa à ruína, mas à ascensão

De um claro acordo entre verdades postas.


Assim caminha o pensamento austero,

Negando e erguendo, em círculo fecundo,

Até tocar o centro que não erra:


Pois toda ideia, ao fim do seu roteiro,

Descobre, ao se perder no mundo inteiro,

Que amar é a síntese de toda a vida.

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