quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

ruge ó fera

Não te esqueces que és selvagem, ruge, ó fera!

Não permitas à ordem que lhe impera,

De alienar-te aos moldes da rotina tua razão;

Que seja o ímpeto, e não a lei, a guiar tua mão.


Não sejas a ordem e o progresso o teu lema,

Mas o amor por base e sem promessa;

Assim és como Deus, nem bom nem mal,

Mas homem e fogo, em olhos de animal.


Forje teu sangue com a cor mais rubra;

Rasga o medo antigo e ancestral;

Recusa o jugo vil da norma obscura,


E lança-te livre fera sobre o fatal;

Escreve em sangue o teu poema,

Sê quem és e o mundo atravessa.

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