Não te esqueces que és selvagem, ruge, ó fera!
Não permitas à ordem que lhe impera,
De alienar-te aos moldes da rotina tua razão;
Que seja o ímpeto, e não a lei, a guiar tua mão.
Não sejas a ordem e o progresso o teu lema,
Mas o amor por base e sem promessa;
Assim és como Deus, nem bom nem mal,
Mas homem e fogo, em olhos de animal.
Forje teu sangue com a cor mais rubra;
Rasga o medo antigo e ancestral;
Recusa o jugo vil da norma obscura,
E lança-te livre fera sobre o fatal;
Escreve em sangue o teu poema,
Sê quem és e o mundo atravessa.
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