eu, materialista, o real observo
não desprezo os assuntos sagrados;
ouço-os com a mesma atenção que reservo
àquilo que me cerca, do qual fui engendrado.
Mas sei que tudo é maior no infinito,
abismo em torno ao globo terrestre,
sobre o qual lançamos olhar telescópico
para ver-nos pequenos diante o celeste.
Quero dizer que o infinito convida
àquilo que é chamado divinal;
se divino ou não, não interessa.
Nem sacerdotes ou templos, afinal,
Mas a curiosidade assim legada, que é
como o universo, infindo mistério celestial.
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