sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

À medida de todas as coisas

Ínfima forma ante o abismo estrelado,

Mede o olhar o esplendor do firmamento;

Do caos do céu ao mármore do tempo,

Vê-se o limite humano ali gravado.


Na vasta abóbada, em lume ordenado,

Cada astro cumpre o eterno movimento;

Nada há de vago, inútil ou violento

No pulso exato do cosmo alinhado.


Que resta, pois, à matéria pensante,

Frente ao desígnio eterno e soberano?

Curvar-se ao peso da lei fulgurante.


Pois grande é quem, no cálculo arcano,

Sabe medir-se, lúcido e constante,

E aceita a forma exata do humano.

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