Ínfima forma ante o abismo estrelado,
Mede o olhar o esplendor do firmamento;
Do caos do céu ao mármore do tempo,
Vê-se o limite humano ali gravado.
Na vasta abóbada, em lume ordenado,
Cada astro cumpre o eterno movimento;
Nada há de vago, inútil ou violento
No pulso exato do cosmo alinhado.
Que resta, pois, à matéria pensante,
Frente ao desígnio eterno e soberano?
Curvar-se ao peso da lei fulgurante.
Pois grande é quem, no cálculo arcano,
Sabe medir-se, lúcido e constante,
E aceita a forma exata do humano.
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