Irmã Dulce, dos pobres, doce irmã,
estrela que ao alvorecer caminha,
te rogo o bem do meu incerto amanhã,
a paz que em corações pequenos vinha.
Nada possuo, e o peito quer amar,
mas teme, por ser pobre, sonhar alto;
meu pranto é súplica em teu altar,
onde teu gesto fez-se acalanto.
Dá-me um clarão, ainda que distante,
um raio de esperança que me guie,
e um lume, para o amor humilde e amante,
neste desamparo em que meu peito jaz.
Que em mim teu manto terno se irradie,
e o mundo, enfim, por ti, serene em paz,
na fé que em minha dor se desafie,
e o coração não cesse de amar jamais.
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