A gente se cruza nas ruas,
e fica a trocar olhar.
Por que a gente não se encontra
e marca de tomar um banho?
Sei lá.
Quem sabe nós dois nus
poderíamos muito melhor nos olhar,
ou ainda, na cama,
melhor nos cruzar.
Queria mais de ti, e creio ser recíproco
pelo teu olhar.
Vamos marcar de se ver e namorar;
quem sabe assim fica mais fácil
todos esses sorrisos a me procurar.
Eu e você sem roupa,
beijando a boca, querendo se juntar.
Me permito me entregar, se
me permitir te atravessar.
Com todo o meu amor,
e calor,
fulgor.
Sei lá,
estava pensando nisso aqui,
e acho que você pensando lá.
Acabo de tomar uma ducha,
desço e vou pegar um sol.
Deixo a porta aberta,
é só chegar.
Avisei na portaria
que tu viria —
uma moça linda
para me namorar.
Com todo o seu amor,
e calor,
fulgor.
Vem cá.
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ResponderExcluirÉ tão glorioso ver que esta palhaçada te consome. Joãozinho, vermezinho, realmente acredita que pela vez na vida alguém poderá dizer: "tu não és escória! tu não és um farsante!". Tão bonita a certeza dessa mentira; do epílogo desta comédia.
ResponderExcluirGrandes artistas, diante de um amor não correspondido escrevem Werther. Não-artistas, chucros por essência, escrevem: lalangueporetica.
Você me diverte de infinitas maneiras. Eu amo quando você me brinda com o seu coração "demasiado humano" transbordando de clamor juvenil. E da mais pura e completa ilusão, da qual tenho muito mais ciência do que você jamais sequer poderia imaginar. Eu irei retornar muito em breve com vários detalhes dessa ilusão, Paris!