Eu e meu violão
Somos uma coisa só,
como se fosse um cordão
apertado na dobra do nó.
Ando nessa solidão,
ando assim, muito só.
Sou uma imensidão
e, ao mesmo tempo, pó.
No vazio do apartamento,
no vazio dessa lassidão,
penso como voa o vento
e o vinho acompanha a razão.
Tão grande é meu coração,
que não cabe no peito meu.
Por isso faço canção,
para cantar o que ele sofreu.
E canto ao violão,
para que ninguém tenha dó;
pois é grande minha solidão,
mas, com ele, não estou só.
Nenhum comentário:
Postar um comentário