quinta-feira, 10 de abril de 2025

Brandura

Branda, ó vida, em sua dureza,

como brisa qualquer vinda do norte,

a passar pela minha semiaberta janela —

noto ainda suave beleza na austeridade,

enquanto aguardo o horário do almoço.


Ontem encontrei um casal

apaixonado, senhor e senhora,

que conheço da universidade:

vi-os dançar Dancing Days nessa noite,

e os acompanhei, bêbados, de volta pra casa.


Acompanhei-os, bêbados, de volta pra casa,

como quem deseja proteger um sonho,

como quem deseja resguardar a brandura —

essas cores bonitas da vida,

encontradas ao acaso.


Encontradas ao acaso,

como essa brisa, estrela da manhã,

que brinda a vida, em sua austeridade,

a passar pelo meu coração em janela,

que abrange a beleza em poema.



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