Branda, ó vida, em sua dureza,
como brisa qualquer vinda do norte,
a passar pela minha semiaberta janela —
noto ainda suave beleza na austeridade,
enquanto aguardo o horário do almoço.
Ontem encontrei um casal
apaixonado, senhor e senhora,
que conheço da universidade:
vi-os dançar Dancing Days nessa noite,
e os acompanhei, bêbados, de volta pra casa.
Acompanhei-os, bêbados, de volta pra casa,
como quem deseja proteger um sonho,
como quem deseja resguardar a brandura —
essas cores bonitas da vida,
encontradas ao acaso.
Encontradas ao acaso,
como essa brisa, estrela da manhã,
que brinda a vida, em sua austeridade,
a passar pelo meu coração em janela,
que abrange a beleza em poema.
Nenhum comentário:
Postar um comentário