Sozinho, eu canto pra lua cheia
Alheia, tu foste e eu fiquei sem rumo
Resumo, te vejo em qualquer esquina
Me nina, me nina
E sigo de peito aberto
Coberto de um lamento insone
Meu nome, esqueces na tua ausência
Demência, comprei uma pinga amarga
Me embarga, me embarga
A voz que te pede volta
E solta no vento a melodia
Seria consolo se fosse tua
Nua, minh’alma se faz morada
Trancada, trancada
No tom que me dói no peito
Perfeito seria se tu soubesses
Me desse um canto da tua boca
E louca, tu voltas sem mais aviso
Sorriso, sorriso
E o tempo me desengana
Me engana, me deixa, mas me nina
Menina, eu sigo com meu violão
Canção, sou nu e sou só promessa
Confessa, confessa
Que um dia de novo me beija.
Pois embalo meu peito na espera
Quimera, danças no meu pensamento
Lamento, mas sigo de verso em verso
Reverso, reverso,
E o tempo me vira as costas
As notas que toco te chamam mansa
Descansa, um dia me volto ao nada
Cantada, fizeste de mim brinquedo
Segredo, segredo,
Que a lua me conta ao longe
E foge meu sono, vigília amarga
Me embarga, a taça vazia e muda
Saúda meu pranto a madrugada
Dobrada, dobrada,
A dor me faz companhia
Vazia, na noite, balança a brisa
Precisa de ti, mas não me escutas
Me multas, se peço tua presença
Sentença, sentença,
No peito essa dor me pesa
A reza que faço ninguém responde
Aonde se esconde teu riso breve?
Me embebe, saudade no vinho forte
A sorte, a sorte
Que um dia te traga ao canto
No entanto, me enrosco em melodia
Tão fria, guitarra que geme rouca
E pouca me resta senão canção
Paixão, paixão,
Queria poder cantar
Te amar é delírio e não cansa
É dança, se faz um tango bêbado
Efêmero, é sombra, é ilusão
Canção, canção,
Meu pensamento se embala.
Desencana, me deixa, mas me nina
Menina, eu sigo com meu violão
Canção, sou eu e sou só promessa
Confessa, confessa
Que um dia de novo me beija.
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