terça-feira, 25 de março de 2025

Nada desaparece de súbito

Nada desaparece de súbito,

não nasce sem mãe nem o diabo.

Quem dirá no mundo o fascismo,

contra o qual se exige sisífico trabalho?


No entanto, há no mundo um cinismo

que flerta todo dia com o fatal,

escancarando imenso egoísmo,

produzido e destinado ao capital.


Portanto, tudo segue uma estrutura,

que é profunda e mal observada;

por ela é moldada toda vida,

e contra ela, toda luta censurada.


Mas à toa aguardamos um cataclisma,

de viés, sem outro novo horizonte;

apesar de que muito se especula,

o real se apresenta indiferente.


De súbito, nada se cria nem se perde,

mas, na natureza, tudo se transforma.

E não importa o quanto se ignore:

o juízo final se impõe no agora.

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