Parti só, a fim de viver as novidades,
Levando a febre estranha do saber.
No peito, a saudade das veras amizades,
Na alma, um vento ansioso por viver.
A noite estende o manto sobre a sala,
O livro aberto, a xícara esquecida.
E em cada linha, o pensamento embala
A dor de um sonho à margem da partida.
Quem busca além, desata os próprios laços,
E há de vagar por águas mais sombrias,
Sem cais, sem âncora e sem outros braços.
Mas, se há perigos, há também os guias:
No abismo, o céu se dobra em mil espaços,
E a luz se esconde além das maresias.
Para Marquinhos
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