terça-feira, 28 de janeiro de 2025

A apatia das estrelas

Elas, tão silentes, tão cintilantes,

que, mesmo exuberantes, tão apáticas,

flutuam, pairam, espectros solares...

Será que, de volta, nos olham?


Para estas, a vida é outra,

difícil falar sobre suas conjunturas,

mas difícil julgar-lhes a indiferença;

entre nós e elas, sonha a vã filosofia.


Logo eu, vão filósofo, me deito

na beira de um rio, a namorá-las,

para que de mim não se esqueçam,

ainda que sejam, de fato, apáticas.


Talvez, um dia, me guiem, então

a um destino perfeito, quem sabe,

e, mesmo nesse caos e confusão,

paz eu encontre ao fim de uma tarde.

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