Elas, tão silentes, tão cintilantes,
que, mesmo exuberantes, tão apáticas,
flutuam, pairam, espectros solares...
Será que, de volta, nos olham?
Para estas, a vida é outra,
difícil falar sobre suas conjunturas,
mas difícil julgar-lhes a indiferença;
entre nós e elas, sonha a vã filosofia.
Logo eu, vão filósofo, me deito
na beira de um rio, a namorá-las,
para que de mim não se esqueçam,
ainda que sejam, de fato, apáticas.
Talvez, um dia, me guiem, então
a um destino perfeito, quem sabe,
e, mesmo nesse caos e confusão,
paz eu encontre ao fim de uma tarde.
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