É no estudo que o mundo se refaz,
na tensão dos contrários, o sentido;
do embate surge a força que é capaz
de transformar o velho em redimido.
Dialética é o motor que impulsiona,
é o sopro que altera e recria o todo,
que ao desconstruir também posiciona
os alicerces de um futuro novo.
Não há progresso sem o questionar,
nem revolução sem resistência;
é no saber que o homem vai forjar
a substância viva da existência.
Sal da terra, substância em disputa:
a ideia só avança na ideia que o refuta.
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