Com as forças de meus braços, ergo o céu,
qual Atlas, que o peso aceita em desafio;
a vida dobra-se ao meu papel,
e o caos se ordena no que edifico.
Minha verdade é rocha, matéria e chama,
não há sentido além do que componho;
sou eu quem traça a curva da jornada,
sou meu presente, meu limite e destino.
Se a gravidade insiste em sua trama,
respondo em atos, lucidez severa;
a coerência é a que a tudo inflama,
e guia o passo, onde a incerteza impera.
E quando o tempo marcar minha fronte,
tornando os dias severos, quais laços,
terei firmado, com vigor, meu alicerce,
e erguido meu lar com a força dos braços.
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