terça-feira, 1 de outubro de 2024

Grande Sertão D'Alma

Meus olhos são janelas que, ao olhar,

Veem arder o recinto interno sem ter fim,

Radiante chama, a se expandir, enfim,

Das belezas que o ser pode encantar.


Meu coração, pássaro galante,

Busca um ninho, repouso, um terno lar,

Onde ele possa, então, se aconchegar,

E ser quem é, tal como foi distante.


Que o grande sertão d’alma em lava lave,

Deserto imenso, abismo e mar profundo,

E que fecundo seja o peito infindo.


Ao te amar, renasça a antiga certeza

Que faz brotar da vida a pura beleza,

Criando um lar em flor, qual céu no mundo.

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