Meus olhos são janelas que, ao olhar,
Veem arder o recinto interno sem ter fim,
Radiante chama, a se expandir, enfim,
Das belezas que o ser pode encantar.
Meu coração, pássaro galante,
Busca um ninho, repouso, um terno lar,
Onde ele possa, então, se aconchegar,
E ser quem é, tal como foi distante.
Que o grande sertão d’alma em lava lave,
Deserto imenso, abismo e mar profundo,
E que fecundo seja o peito infindo.
Ao te amar, renasça a antiga certeza
Que faz brotar da vida a pura beleza,
Criando um lar em flor, qual céu no mundo.
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