Ela caminha as ruas; a brisa a leva em dança,
Nos passos que inventou, o céu se abre ao sol.
Do tédio se despede, e a vida já avança;
É vento, é correnteza, é rumo e arrebol.
A cidade é um porto que deixa sem lamento;
Há mares a chamar, promessas de esplendor.
Nos ecos do passado, ela rompe o firmamento;
Agora é marítima, é força e é torpor.
Em cada praça e rua, brotam sonhos, enganos,
O mundo é uma linha, e ela segue em contramão.
Escreve os próprios versos; e a si os declama.
Não é costela; é ventre, a gênese infinda,
Mulher, inicio e fim, bandeira e estandarte;
Criatura criadora, vai livre a desvendar-te.
Nenhum comentário:
Postar um comentário