segunda-feira, 29 de janeiro de 2024

Dialética do senhor e do escravo

 


Tom: E
E                                               B7
Perguntei ao preto velho: por que chora meu herói
                                          E
Preto velho respondeu: É meu coração que dói!

                                             B7
Eu já fui bom candeeiro, fui carreiro e fui peão,
                          A                E
Já derrubei muito mato e já lavrei muito chão
                 E7                        A
Com carinho carreguei os filhos do meu patrão
                 E      B7            E
Em troca do que fiz só recebi ingratidão!

[Refrão]
                                             B7
Sempre chamei de senhor quem me tratou a chicote
                               A             E
Livrei o patrão de cobra, na hora de dar o bote
                  E7                         A
Eu sempre fui a madeira e o patrão foi o serrote
                       E        B7             E
Sofri mais do que boi velho com a canga no cangote!

[Refrão]
                                               B7
Da terra eu tirei o ouro e o patrão fez o seu anel
                          A                E
Mas agora estou velho, e meu patrão mais cruel
                    E7                       A
Esta me mandando embora vou viver de léu em léu,
                      E     B7            E
O que me resta é esperar a recompensa do céu!
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Pós verso, por mim mesmo: 
         B7 
Foi pra permitir a miséria, que a ilusão do céu se fez
                           A                E
E agora afirmo, romper com esse destino, é preciso de uma vez
                    E7                       A
Fazer ver, senhor e senhora, arrancar de todos o véu
                     E     B7            E
Pra libertar toda gente, de um juízo final tão cruel

       B7 
Tomar as rédeas da vida, e o destino por sua vez
                           A                E
todos os pobres unidos, contra o chicote e a lei
                    E7                       A
E impor, senhor e senhora, na terra um pouco do céu 
                     E     B7            E
Pois para não perder os dedos, é mior perder o anel


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