O mar à vista acalenta quem se arrisca,
E faz do peito a proa, firme para navegar.
Não teme o vazio e a sorte incerta,
E ergue-se diante da imensidão do mar.
O guesa errante mergulha em si mesmo,
Não tem para onde ir, nem céu nem lar.
Não há parte que lhe cabe nesse latifúndio,
Sem isso, não há terra à vista para se fitar.
Por isso, é que está sempre a avistar o mar,
E assim ouvirás das sereias os cantares.
E a sorte da morte há de lhe buscar,
Nos confins em que te esconderes.
O mar acalentará o errante navegante,
Cujo peito habita o ímpeto do infinito abraçar.
Não temendo o vazio e a incerta sorte,
Carregará em si a imensidão do mar.
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