Para os poetas boêmios
A lua, em seu império noturno,
Exerce seu estranho feitiço,
De cativar os olhares perdidos
À dança conjugal das estrelas,
Em seu entorno familiar.
Assim, por um breve instante
Ou pela noite inteira,
- A depender do quão bêbados estás -
Furta-lhe sutilmente o coração
Enfeitiçando as almas mais belas,
Brilhando em seu império sob o chão,
Rendendo todos e todas a ela.
Somos então todos reféns,
Elevados feito a maré
E ordenados ao cio da terra,
A sua maneira e a nosso revés.
Da noiva celeste, enamorada,
Por um instante, ou pela vida inteira,
- A depender de quanto és poeta -
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