Em vão se erguem os punhos e seus poderes
Pois, os deuses têm de ser todos pequenos
Bem como são vãos todos os caracteres
Para se fazer ouvir aquilo que pretendo
Ganha-se a guerra e as batalhas no silêncio
Sem orgulho, gana e festa escancarada
Mas ao caminhar nas sombras e em segredo
É que se faz a vitória sempre adiantada
A palavra é útil e tem seu feitiço-objeto
Mas a esse respeito dizemos assim:
"Come duas vezes quem come quieto"
Diante disso, conluiremos: não há ilusões
Pois as ferramentas são todas úteis
desde que no limite de suas funções
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