quinta-feira, 7 de setembro de 2023

A função da linguagem

Em vão se erguem os punhos e seus poderes 

Pois, os deuses têm de ser todos pequenos

Bem como são vãos todos os caracteres 

Para se fazer ouvir aquilo que pretendo 


Ganha-se a guerra e as batalhas no silêncio

Sem orgulho, gana e festa escancarada

Mas ao caminhar nas sombras e em segredo

É que se faz a vitória sempre adiantada


A palavra é útil e tem seu feitiço-objeto

Mas a esse respeito dizemos assim: 

"Come duas vezes quem come quieto"


Diante disso, conluiremos: não há ilusões

Pois as ferramentas são todas úteis

desde que no limite de suas funções

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