A Madame, não se contenta
Com os homens, com a vida
Traiu o marido, sem gosto
E é pelo próprio desejo traída
A Madame, mulher inquieta
Não se contenta com nada
Encontra-se, então, perdida
Não vê o óbvio, está cegada
Mas não se engane, nem reclame
Com a flor do mal de Flaubert
Nem a faça de repente chorar
Pra que discutir com Madame?
A graça é vê-la gozar
“Emma Bovary c’est moi”
2018
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