sábado, 13 de dezembro de 2025

De como levo a vida

Sob os ombros dos gigantes,

no dorso instável de um tigre.


Nas garras mansas de uma onça,

nas graças ternas de seus rugidos.


Eis por que sou lindo,

fruto do que me circunda.


Separo o joio do trigo

e vivo da pura beleza.


Acendo minha candeia nos escuros;

peço bênção aos meus pais, onde estiverem.


Desejo o bem a todos,

inclusive aos meus inimigos,


se os houver, se os houver.


Prezo pela gentileza,

mais ainda ante o desconhecido.


Que a vida seja boa

para você e também comigo.


E, se não for, tudo bem:

não vou morrer por isso.

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