sábado, 20 de setembro de 2025

Flor Selvagem

Brotou, selvagem, uma flor no meu coração.

Insaciável, ousada, ela verte vertigens

de um descontentamento, busca e solidão.

Quer nascer, ferina, em montes e planícies.


Desejos de contradição, de viver o infinito,

correr riscos, lançar-se no desconhecido,

percorrer corpos, descobrir segredos,

fazer verter a flor daninha em seus mistérios.


Quero ver completa essa flor em mim,

colhê-la e erguê-la ao mundo que a proíbe,

escancarar a violência com que coíbem,

seu nascimento lindo em seu jardim.


Para que vejam todos, aturdidos,

a rosa do povo, o vermelho porém,

a encantar o mundo, desejante do além,

semente que há em todos, no mais íntimo.

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