Sou do acaso a secreta composição,
Tomo as rédeas e duelo com o céu.
O universo se encerra em meu coração,
Não sei aonde me conduzirá meu véu,
Minhas asas são a sombra da solidão.
Sou sossego, mas carrego o desatino,
Sou errante, sou arisco e sou carinho,
Sou o náufrago perdido em meu caminho.
Um violão ressoa e a alma quer chorar,
Um conhaque bebo: e o luar vem me saudar.
Trôpego tropesso em definir-me, sublime:
Sou sossego disperso em tanta ausência,
Que é o curso do infinito sem medida,
E, portanto, me redimo frente à vida.
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