Tão tarada quanto uma divorciada,
gozando como vinte ambulâncias
desgovernadas.
Tão tarada quanto uma autora viúva,
desgovernada morrendo, e safada precisa
de vinte ambulâncias.
Tão tarada quanto uma das minhas ex-namoradas,
quase com vinte anos, e como o vinte ambulâncias desgovernadas
ela gozava.
E depois da quase morte, acontecia:
ela chorava ou ria, ria ou chorava,
descontrolada.
Eu ali analisava os motivos, procurava
algo de triste ou de risível, se havia.
Nada.
Concluía então que só estava apaixonada.
Por isso, a dor do amor, ou a alegria,
são tão próximas.
Clara como a questão da juventude,
que quer viver coisas proibidas,
transar às escondidas.
No mato, na praça, escondido na festa —
todas as aventuras são justas.
A ela.
Tudo para elas todas.
Por isso vim ao mundo:
para fazer gozar as moças.
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