Em um mundo que a nada se destina,
Procuramos a sorte, evitamos a ruína.
Reparamos, alguns, a morte que se avizinha,
Procuramos sentido, um lugar e uma família.
Mas, no entanto, essa vida dá em nós
Rasteiras furtivas, golpes fatais
desenganos, deixando-nos a sós,
Embriagando-se com goles a mais.
Fugir da vida não é a saída adequada.
Reinventar-se depois de tanto procurar a si
E não mais se encontrar, e não mais querer.
Fugir para onde, se o lugar que anseia
Ruiu, não mais existe, acabou.
Tenho de encontrar o que sou.
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