Entre risos e festas, o tempo voa,
Em jovialidade ardente, a vida espera.
Nos campos e ruas, meus passos dançam,
O brilho nos olhos, o mundo encanta.
Juventude vibrante, em pleno esplendor,
Cada instante é vivido com fervor.
As noites sem fim, o céu estrelado,
Sonhos e amores, tudo é dourado.
Mas o tempo, constante, não se detém,
A sombra da vida persegue o infante.
Em meio às risadas, há um eco distante,
É a morte que se avizinha também.
Mesmo na alegria, a transitoriedade,
Sussurra baixinho, a realidade.
Que a morte, sutil, sempre espreitava,
Enquanto a juventude se esvaía na estrada.
Restando narrar, que o tempo voou,
Na jovialidade ardente, a vida passou.
Nos campos e ruas, os passos dançaram,
E o brilho nos olhos, o mundo encantaram.
Mas na filosofia do viver serenamente,
Encontro o consolo, constantemente.
Que a chama da vida, em seu breve ardor,
É o que nos faz sentir o real valor.
Assim, celebro grato cada instante querido,
Mesmo sabendo que tudo é vaidade e acaba.
Meus vinte anos, efêmera primavera da vida
Hão de ser memórias a serem celebradas.
Não sei se irão sobreviver em minha memória
As estrelas do oriente, horizontes, paisagens,
Ou se será o futuro um eterno obtuso
A resposta está além dos deuses.
Meus vinte anos de boy, that's over, ok,
Mas há muito mais para ser e estar.
Do que um jovem, em tudo aprender,
Coisas que só depois se pode achar.
Meus vinte anos, registro para recordar,
De um período que está penhorado.
Mas que deseja a todas e todos o melhor,
Dessa vida única e eterna, enquanto durar.
Para isso fomos feitos, para o abraço e o beijo,
Os braços longos para os adeuses, o sentir para existir.
E o fado de realizar a vontade dos deuses,
Que só existem porque não se pensam.
Diante da incerteza, do absurdo universal,
Reverencio o infinito, mistério divinal.
Entre o universo e suas estrelas atônitas,
Resta dizer, quem sabe, até a próxima.
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