segunda-feira, 5 de agosto de 2024

Meus vinte anos

Entre risos e festas, o tempo voa,

Em jovialidade ardente, a vida espera.

Nos campos e ruas, meus passos dançam,

O brilho nos olhos, o mundo encanta.


Juventude vibrante, em pleno esplendor,

Cada instante é vivido com fervor.

As noites sem fim, o céu estrelado,

Sonhos e amores, tudo é dourado.


Mas o tempo, constante, não se detém,

A sombra da vida persegue o infante.

Em meio às risadas, há um eco distante,

É a morte que se avizinha também.


Mesmo na alegria, a transitoriedade,

Sussurra baixinho, a realidade.

Que a morte, sutil, sempre espreitava,

Enquanto a juventude se esvaía na estrada.


Restando narrar, que o tempo voou,

Na jovialidade ardente, a vida passou.

Nos campos e ruas, os passos dançaram,

E o brilho nos olhos, o mundo encantaram.


Mas na filosofia do viver serenamente,

Encontro o consolo, constantemente.

Que a chama da vida, em seu breve ardor,

É o que nos faz sentir o real valor.


Assim, celebro grato cada instante querido,

Mesmo sabendo que tudo é vaidade e acaba.

Meus vinte anos, efêmera primavera da vida

Hão de ser memórias a serem celebradas.


Não sei se irão sobreviver em minha memória

As estrelas do oriente, horizontes, paisagens,

Ou se será o futuro um eterno obtuso

A resposta está além dos deuses.


Meus vinte anos de boy, that's over, ok,

Mas há muito mais para ser e estar.

Do que um jovem, em tudo aprender,

Coisas que só depois se pode achar.


Meus vinte anos, registro para recordar,

De um período que está penhorado.

Mas que deseja a todas e todos o melhor,

Dessa vida única e eterna, enquanto durar.


Para isso fomos feitos, para o abraço e o beijo,

Os braços longos para os adeuses, o sentir para existir.

E o fado de realizar a vontade dos deuses,

Que só existem porque não se pensam.


Diante da incerteza, do absurdo universal,

Reverencio o infinito, mistério divinal.

Entre o universo e suas estrelas atônitas,

Resta dizer, quem sabe, até a próxima.

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