quinta-feira, 4 de janeiro de 2024

Há 88 anos, Leandro Konder via a luz do mundo.


Há 88 anos, Leandro Konder via a luz do mundo. Um autor que me direcionou diversos horizontes. Faço registro da sorte desse privilégio e da mais recente leitura de sua obra, cujo cerne é a derrota de um horizonte, ou melhor, a derrota da condição de todos outros horizontes que não este. Essencialmente da derrota que desencadeou o Realismo, delineado por Mark Fisher. Ou seja, da causa geral, que entedia esse triste século. Diante disso, pode-se dizer que todos aqueles que apontaram a questão, sem sucesso em superá-la socialmente, fracassaram. Poderia dizer também que, nesse contexto, trata-se de um autor mal acompanhado, mas justamente por se localizar a frente de seu tempo (e ainda do nosso). Entretanto, deve-se concluir, como fez Darcy Ribeiro, que os fracassos são suas vitórias, e que ele detestaria estar noutro lugar, que não  o seu. A esse respeito, insisto em acreditar que a grandiosidade das pessoas se mede pela amplitude de sua consciência e pela virtude, termos em que José Paulo Netto melhor lhe define como amorável, a partir de sua generosidade e gentileza (com o antagônico, inclusive, como Merquior). Em 2014, aos 78 anos tornou-se luz do mundo. Por essas e outras tantas razões, trata-se de alguém a se recordar, bem como para influir o horizonte por ele preconizado.


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