Boldrin;
Entre todos os santos, diante dos serafins
Tua bandeira está hasteada
Graças a ti, tenho orgulho de mim
Naquilo que tenho de parecido contigo
Nas virtudes que tenho imitado
Sou melhor do que pareço
Eu juro
Em um tempo de fracassos
Não nego
A cultura se esvaindo
Outra nova surgindo
Mas a bandeira está hasteada
Flechada em corações
Glória a ti, nos altos céus
Deveriam cantar nas catedrais
Agradecendo as graças
Que deixas na terra
E que são reais,
concretas em sua realeza
Da modesta cultura
Imersa em beleza
Pura e suja de terra
Como um grão
Cheio de vida
Boldrin,
Foste para mim um amigo, um avô
E não saberás
É parte do que sou e me orgulho de ser
E não saberás
Vou me mudar para São Paulo
E não saberás
Levarei flores ao teu túmulo
E nem saberás
Não me ouvirás
Nunca lerás poema meu
Nem verás as flores que te levarei
Mas isso não me impede
Não me desanima
E nem saberás
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