Entre idas e vindas
Uvas e vinhos
Se não há caminho
Qual será estrada?
Entre as flores de cores concentradas
Há coisas que o amor me ensinou:
Que elas, as flores, são delicadas
Ainda mais quando nas mãos
De quem as roubou
Mas, se o jardineiro a planta e se vai
E, após isto, outro vem e a cultiva
De quem será então a flor nascida?
Dela mesma, e de ninguém mais!
Mas de que vale furtar mil jardins
Para roubar um sorriso apenas
Se ela não te olha na janela
Quando vai embora..
Regressas agora
em teu desencanto
Pela a mesma estrada
do desencontro
Erga tua bicicleta,
regressas sem demora
para teu peito despido, de jovem
te despede da angústia
Ouça as vãs canções, e recorda:
No meio do caminho tinha uma rosa
Tinha uma rosa no meio do caminho
E uma rosa é uma rosa é uma rosa é uma rosa
Encontrará talvez
algo de novo
Talvez te tornes
a rosa do povo
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