quarta-feira, 29 de março de 2023

Uma rosa na estrada do desencontro


Entre idas e vindas 

Uvas e vinhos 

Se não há caminho 

Qual será estrada?


Entre as flores de cores concentradas 

Há coisas que o amor me ensinou:

Que elas, as flores, são delicadas

Ainda mais quando nas mãos 

De quem as roubou


Mas, se o jardineiro a planta e se vai 

E, após isto, outro vem e a cultiva

De quem será então a flor nascida?

Dela mesma, e de ninguém mais!


Mas de que vale furtar mil jardins

Para roubar um sorriso apenas

Se ela não te olha na janela

Quando vai embora..


Regressas agora

em teu desencanto

Pela a mesma estrada

do desencontro


Erga tua bicicleta, 

regressas sem demora

para teu peito despido, de jovem

te despede da angústia


Ouça as vãs canções, e recorda:

No meio do caminho tinha uma rosa

Tinha uma rosa no meio do caminho

E uma rosa é uma rosa é uma rosa é uma rosa 


Encontrará talvez

 algo de novo

Talvez te tornes

 a rosa do povo

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